Gaya
Artista visual, designer e pesquisadora. Escavo mitos para dar casa ao invisível.
Antes de existir, cada obra minha é uma pergunta. Vou buscá-la entre povos antigos, mitologias esquecidas e símbolos que atravessaram séculos de mão em mão. É desse fundo de terra e de estrela que chegam os pássaros mensageiros, as plantas que enxergam e as mulheres que erguem a força selvagem.


Aprendi a costurar mundos na moda, onde me formei. Na pintura gestual abstrata, tema da minha tese, aprendi a deixar a mão chegar antes do pensamento. Do tecido ficou o amor pela renda e pelo bordado. Do gesto ficou a coragem.
Cada coleção é construída como uma narrativa arqueológica. Recolho fragmentos de outros tempos como quem junta cacos de um vaso antigo, até que a história volte a respirar.
O último traço sempre nasce de um poema, de uma lembrança ou de um sentimento que não quis ir embora. É dali que um mundo imaginário começa a se abrir, tecido por muitas experiências espirituais. Cada obra guarda a semente de tudo aquilo que me tocou, e entrega essa semente a quem a olha.
A inteligência artificial é a ponte entre o que sonho e o que se pode ver. Com ela, os mundos que moram dentro de mim ganham corpo, cor e ouro, e finalmente vêm morar aqui fora.
