GAYA · A coleção
O Chamado Mítico
Há muito tempo um chamado foi enviado aos seres de luz. Desçam até a Terra, esqueçam quem são, e ajudem o planeta a despertar lembrando uns aos outros. Esta é a história de quem respondeu.
Os Mensageiros do Sol · coleção Pássaros Celestes
O Chamado
No começo havia um concílio entre as estrelas. Um sol se acendeu no meio da noite e chamou os seres alados, os filhos da luz, os mensageiros. A pergunta era uma só. Quem aceita descer até um planeta que esqueceu o amor? Os pássaros responderam primeiro. Eles são os que ouvem o chamado e atravessam o céu.

O Cisne do Sol Negro
Diante do sol que convoca, o cisne abre as asas. É o instante em que o chamado é ouvido.

O Pássaro de Fogo
Ele não pensa duas vezes. Atravessa o céu vermelho de estrelas, já a caminho.

A Garça Coroada
Leva na cabeça uma coroa de luz, o sinal de quem foi enviado.

Jardim Persa I
Ninguém desce sozinho. Os mensageiros viajam em pares, prometendo se lembrar um do outro.

Jardim Persa II
Lá embaixo, entre ciprestes e flores, os pares se procuram de novo.

O Pavão do Jardim Rosa
Pousa no jardim da Terra e abre a cauda como quem diz cheguei.

A Garça da Cidade Dourada
Caminha entre palácios e palmeiras, misturada à vida dos homens.

A Garça do Jardim Noturno
Alguns foram enviados aos cantos mais escuros. A noite ali é longa, mas a garça brilha mesmo assim.

O Pássaro do Olho Grande
Olha o mundo com espanto de criança. A inocência é a chave que vai acordar os outros.

A Pomba de Ouro
Asa de ouro e passo calmo. A confiança também é um modo de voar.

O Guardião da Noite
Enquanto a cidade dorme, o pássaro gigante vela o seu sono. Esperando a hora de despertar.
O Jardim que Vê · coleção Olhos Brilhantes
A Recordação
Para não se perderem no esquecimento, os mensageiros deixaram códigos escondidos no mundo. Em cores, em imagens, em símbolos e em olhares. Cada planta deste jardim guarda um desses códigos. Elas parecem flores, mas são olhos. São sementes de estrela que brotaram na Terra para lembrar quem a gente é.

O Portal das Estrelas
A porta entre o céu e a terra. Quem atravessa esquece de onde veio, mas leva o caminho no corpo.

O Olho de Ouro
Discreta no meio do jardim, ainda de olho quase fechado. Esperando.

O Olho da Nuvem de Estrelas
Sobre a planta ainda flutua o céu de onde ela veio.

O Olho na Rosácea
Um vitral, um mapa, uma mandala. A lembrança escrita em forma.

O Olho Azul entre Galhos
Um olho que protege. A promessa feita antes da descida.

O Olho sob o Leque de Renda
A renda dourada cai como chuva e o olho começa a abrir.

O Olho da Treliça Dourada
O céu se organiza em desenho. Tudo começa a fazer sentido.

O Olho sob a Coroa de Ouro
A coroa desce sobre o olho. Quem lembra recebe o manto.

O Grande Olho Rendado
O olho se abre por inteiro. O jardim inteiro passa a ver.
As Guardiãs dos Leopardos · coleção Olhos Brilhantes
Um Único Coração
Desperta, a mulher entende que a força selvagem não precisa ser vencida, ela pode ser erguida com amor. Cada imagem é um espelho, um lado e o outro, a dualidade inteira. E no centro sempre há um vaso, uma árvore ou um coração que une as duas metades. Elas são as guerreiras do arco-íris. Lutam com riso, canção, dança e arte.

As Guardiãs do Vaso
As mulheres seguram os olhos com cuidado, como quem segura uma lembrança.

Os Olhos Amêndoa
Lá no alto, entre os leopardos, elas ficam de pé. Atentas.

A Máscara Dourada
O rosto de ouro é sustentado por muitas mãos. Ninguém desperta sozinho.

As Guardiãs na Noite
A mesma cena no escuro. A dualidade existe, e mesmo assim os olhos continuam acesos.

As Serpentes da Noite
As serpentes espinhosas sobem do fundo. O amor atravessa até o mais denso.

Mulheres que Seguram Leopardos
Elas erguem o leopardo acima da cabeça. A força selvagem vira oferenda.

A Dança Dourada
Riso, canção e dança. O ouro inteiro vira celebração.

A Mulher Vermelha
No centro, de braços abertos, ela é o coração que une as duas metades. A cerimônia se completa.
No fim, todos dançam e cantam pelo mesmo coração.
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